quarta-feira, 19 de junho de 2013
FUNGOS EM DEDOS DE CANÁRIOS
sábado, 25 de maio de 2013
Genética dos Canarios
sábado, 11 de maio de 2013
Ação Rural - Criação de canários
Video antigo,Porem,com otimas explicções para os iniciantes e/ou pessoas que desejam criar estas aves apaixonantes.
Abraço a todos!!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
terça-feira, 6 de julho de 2010
CONHEÇA UM POUCO DO CANÁRIO GLOSTER
A raça de canário Gloster teve origem na Inglaterra, no Condado de Gloucester, por volta de 1925. Ela surgiu do cruzamento da raça Crested (canário de Porte, portador de topete, com o Border, também de Porte de exuberante forma) e o Harzer (classificado como canário de canto, profundo e cadenciado).
O resultado destes cruzamentos originou um pássaro classificado como canário de Porte, trazendo as características das três raças que o antecederam. Por ter uma diversidade variada de cores, canta com desenvoltura e melodioso, apresenta um charme muito especial, devido ao seu exuberante topete. O Gloster é a raça mais popular de canários de porte do Brasil.
A elegância, talvez seja a principal característica do Gloster. É um pássaro vivaz e robusto de pequeno a médio porte, bem compacto, bastante dócil e excelente criador, com a maior média de filhotes de todos os canários de Porte.
Para concursos, os canários Gloster serão divididos em três classes, (intensos, nevados e fundo branco), que obedecem ainda a seguinte subdivisão: (lipocrômicos, pintados e melânicos), apresentando nove variedades de cores, num total de dezoito tipos de classificação, entre os como topete e sem topete (Regulamento Geral do Campeonato Brasileiro, edição 2000).
Nos acasalamentos devem ser observados detalhes importantes, ou seja, o que pode e o que não pode ser acasalado. Pode-se cruzar pintado x pintado, pintado x melânico, pintado x lipocrômico, lipocrômico x melânico, lipocrômico x lipocrômico e melânico x fundo branco e melânico x melânico.
Não se deve cruzar fundo branco x intenso, intenso x intenso e fundo branco x fundo branco. Também não se deve cruzar dois canários de topete, pois o que garante um bom topete é a cabeça perfeita de um sem topete. A forma arredonda do Gloster, provem do cruzamento de dois canários sem topete, assim é aconselhável cruzar dois canários sem topete, com objetivo de garantir a forma, para após, cruzar com topete, com sem topete.
domingo, 27 de junho de 2010
GLOSTER IDEAL
UCCC 017
Revista UCCC 2004
Arquivo Editado em 20/09/2004
Muito se tem dito sobre a arte de escolher um canário para a reprodução. Criadores, experientes ou não, falam de campeões que quase nada transmitem de qualidades aos seus descendentes; falam também, de canários com baixa pontuação em concurso, mas por serem portadores de boa linhagem, são bons "raçadores", isto é, transmitem aos seus descendentes características desejáveis da raça.
Muitos criadores compreendem o alto grau de segurança ao adquirir um canário para reprodução, oriundo de um Criatório com bons exemplares.
Quando me propus a escrever sobre a escolha de um canário de porte para a reprodução, mais especificamente, o Gloster, não o fiz com a pretensão de produzir um tratado científico discutindo possibilidades genéticas. Saberes científicos são complexos, estão nos livros e todos os criadores, com mais ou menos experiência na canaricultura, tem obrigação de saber sobre eles. Escrevo com a intenção de refletir sobre o ato subjetivo de ver o canário.
Por que o Gloster?
Escrevo sobre o canário Gloster porque fui cativado por sua graciosidade e pela harmonia dos seus movimentos. Isso não se explica, faz parte da imensidão da alma humana. Todas as raças de canários têm seus admiradores. Foi dito que o canário Gloster, como todos os canários de porte, é uma escultura, uma obra de arte. O Manual de Julgamento de Canários de Porte, publicado pela Ordem Brasileira de Juizes de' Ornitologia, Edição 97 diz o seguinte: "Na canaricultura, o segmento dos canários de porte pode ser comparado à escultura. Os criadores procuram através de cruzamentos judiciosos produzir pássaros que se assemelhem, ao máximo, na forma, posição e plumagem a um modelo preestabelecido denominado padrão da raça". Ora, se é uma escultura, resta ao criador aprender a olhar e ver com sensibilidade e conhecimento. O desenvolvimento dos sentidos para compreender e conhecer um canário Gloster ideal necessita de aprendizado.
Numa primeira olhada um canário Gloster é "apenas um Gloster" de boa ou má qualidade. Já numa segunda vista, dependendo dos conhecimentos de cada criador, surgem os detalhes, que serão avaliados como características da raça.
Ninguém se transforma num bom conhecedor de Gloster de um dia para o outro, mesmo os mais instruídos necessitam do tempo.
O tempo acomoda os saberes e forma na memória um padrão ideal da raça. Para aprender é preciso exercitar visitando exposições, criadores e dialogar com juizes especialistas na raça Gloster. Faz parte das pessoas comparar a imagem de um lugar ou de um objeto ou de um animal, com imagens ou impressões guardadas na memória.
Quando um criador se propõe a adquirir um canário Gloster, o julgamento que ele faz "a priori”, é comparar o canário que está vendo com o canário existente na sua memória. Pode-se chamar isso de uma avaliação perceptiva, consciente e técnica.
Pode ocorrer, muitas vezes, que a imagem do canário guardada na memória está aquém da imagem do Gloster ideal. Quando isso acontece, o criador, sem se aperceber, adquiri um canário com as mesmas virtudes e os mesmos defeitos os seus, isto é: com o mesmo formato da cabeça, topete, cílios, plumagem, postura, cauda, pernas e patas, forma e tamanho.
A dificuldade para avaliar um canário Gloster é perceber a harmonia entre os diversos segmentos do seu corpo. Harmonia quer dizer disposição bem ordenada entre as partes de um todo; quer dizer ainda proporção, ordem e simetria. A complexidade para quem avalia um canário Gloster é uma arte, um jogo de combinar peças: cabeça e pescoço; pernas e patas; topete e ponto central e pescoço; presença de cílios ou sobrancelhas; tamanho e cauda; forma e plumagem (penas curtas, médias e longas), postura, movimentos e condições de saúde. Aprender a olhar e a ver é um exercício que exige um longo tempo. PARA APRENDER A VER Os olhos obedecem à ação da mente. Assim, o primeiro passo que um criador deve dar para a escolha de um Gloster ideal é a abstração. Aprender a ver é um exercício que exige o desenvolvimento do gosto, da sensibilidade e do intelecto.
O gosto (lat. gustus: sabor), em um sentido genérico é o instrumento e o árbitro do discernimento estético. Aprender a julgar com critério e sensatez um canário Gloster é ter desenvolvido na alma o sentimento do belo e da harmonia que existe entre as partes formadoras desse canário;
A sensibilidade (lat. vulgar sensibilitas), em um sentido genérico, é a capacidade que o criador tem de sentir, de ser afetado pela beleza e a harmonia da forma do canário. De receber todos esses estímulos através dos sentidos, principalmente da visão;
A inteligência (do lat. vulgar intelligentia) em um sentido genérico se aproxima de intelecto, entendimento e razão. É a individualidade de cada criador. O intelecto dá autonomia ao criador. Entendimento é a faculdade que um criador adquire de compreender ou pensar por idéias gerais ou conceitos. A razão é a capacidade de julgar que caracteriza o ser humano, de distinguir o verdadeiro do falso. Se a primeira fonte que temos ao olhar um canário Gloster é a sensibilidade, a segunda é o entendimento, poder de julgar, poder de conhecer o não sensível. Por isso, desenvolver a inteligência de um criador para o canário Gloster envolve sentimento, percepção, memória, raciocínio, seleção de dados, previsão, analogia, simbolização e autonomia.
Criar canário é um jogo. Para se divertir e estar feliz com esse jogo, é preciso aprender as regras e entender a intenção do jogo.
Com o passar do tempo aprendi a brincar de criar canário Gloster. Confesso que os melhores professores que tenho tido ultimamente são a paciência e o tempo para aprender. Por último, aprendi a não atribuir aos outros criadores os erros provocados pela minha ignorância. Esperteza é um mito e uma lenda que pertence à velha e esfarrapada tradição cultural dos antigos criadores de canários brasileiros.Canário de boa qualidade para a reprodução é privilégio de quem sabe ver.
quinta-feira, 6 de maio de 2010

VitaFort é indicado para suprir as deficiências nutricionais do "stress" da reprodução. Os altos teores de vitaminas do complexo B do VitaFort são de extrema eficácia na formação de anticor- pos importantes para defesa dos orgãos repro- dutivos. VitaForte atua na defesa do sistema reprodutor evitando a degeneração testicular, atrofia de ovário, nascimentos prematuros e natimortos.
Composição Básica do produto:
Alimento natural, rico em Proteínas e Vitaminas do Complexo B associados a Vitamina A e Vitamina E nas doses necessárias ao período reprodutivo
Niveis de garantia por kg de produto:
- Umidade máxima.........................9,500%
- Proteína bruta...........................38,8%
- Vitamina B1 ........................................2,010 mg
- Vitamina B12................................... 24,90 mcg
- Vitamina B2 .........................................9,90 mg
- Vitamina B6 .........................................1,50 mg
- Vitamina A......................................15.000 ui/kg
- Vitamina E .......................................5,000 ui/kg
Modo de Usar:
Acrescente 100g de VitaFort em 1 kg de alimento e ofereça as aves por um período de 30 dias antes ou durante a 1º postura. Repetir ao término da 2º postura por mais 30 dias.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
A GEOGRAFIA DO VERMELHO MOSAICO
Joăo Francisco Basile da silva
Animal Pet 2000 nro 8
Entre essas características destacamos o chamado contraste de cores que, aliada ao dimorfismo sexual, torna essa variedade uma das mais belas entre os canários de cor criados pelo homem.
Entre os canários enquadrados na categoria de mosaicos, o que exerce essa característica em seu maior grau, está o vermelho mosaico.
Com apenas o branco e o vermelho alternando-se em partes específicas de sua plumagem, como descreveremos a seguir, o exemplar assume características admiráveis.
Para que isto ocorra, além da distribuiçăo geográfica do branco e do vermelho, que deve obedecer ao padrăo de excelęncia de cor, conforme será discutido, as ditas cores deverăo apresentar-se com o maior brilho e a maior pureza possível.
Como os vermelhos mosaicos apresentam diformismo sexual acentuado (significa que machos e fęmeas săo diferentes entre si), passamos a descrever inicialmente os machos.
Macho
A manifestaçăo “geográfica” do vermelho se dá nas seguintes regiőes do corpo do canário:
Máscara facial
-
Ombros
-
Uropígio
-
Peito
Essa manifestaçăo geográfica, que também é chamada de desenho, é um elemento fundamental na avaliaçăo dos mosaicos. Năo devem existir áreas difusas nos limites da manifestaçăo da cor, ou seja, sempre deve haver uma “fronteira” bem definida, separando uma cor da outra, ou seja, o branco e o vermelho. Quanto mais nítida essa fronteira, maior a valorizaçăo do exemplar.
Um vermelho mosaico macho, deverá apresentar máscara facial, que é a regiăo ao redor do bico, passando pelos olhos, de cor vermelho vivo. Quando olhamos o exemplo de frente, devemos observar um anel vermelho ao redor do bico. Quando olhamos lateralmente, devemos ver um “triângulo”com vértices na testa, regiăo posterior ao olho e regiăo inferior ao bico.
Os ombros, que devem ser destacados e bem definidos, é a regiăo onde, normalmente, a cor vermelha é mais intensa. O vermelho deve estender-se levemente até as asas.
O uropígio também deve ter cor intensa e ser bem delimitado.
Na regiăo central do peito, o vermelho mosaico macho deverá apresentar também vermelho de cor intensa, distribuindo-se com a forma aproximada de um triângulo.
O restante do corpo do exemplar deverá ser o mais branco possível.
Fęmea
As fęmeas do vermelho mosaico apresentam o corpo predominantemente branco, com as manifestaçőes do vermelho nas mesmas regiőes dos machos, tendo apenas a sua área de alteraçăo mais restrita.
A principal diferença está na máscara facial que, enquanto no macho é grande, na fęmea se apresenta com um traço vermelho na altura dos olhos, que deve ser curti, bem delimitado e nítido.
Outra regiăo em que a manifestaçăo do vermelho é bem diferente do macho é a do peito, que deve ser o mais branco possível.
As fotos nos mostram como esses exemplares săo fantásticos, o que faz com que sejam um dos exemplares mais criados e săo, sem dúvida, uma das cores mais disputadas nos concursos, tanto no Brasil como no exterior.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
A AVALIAÇÃO DAS MELANINAS

João Francisco Basile da Silva
Revista ARCC 2004
A definição das manifestações melânicas nos canários de cor é regida atualmente pela teoria das três melaninas. Tal teoria passou a ser adotada pela OBJO a partir da reunião técnica realizada em 25 de janeiro de 1986 e dividiu as manifestações melânicas dos canários de cor em três tipos, a saber:
Melanina negra: chamada de eumelanina negra.
Melanina canela: chamada de eumelanina canela (que é a melanina marrom no centro das penas).
Melanina canela: chamada de feomelanina canela (que é a melanina marrom na borda das penas).
Com relação às duas melaninas marrons o manual OBJO resume da seguinte maneira: "Concluir de maneira definitiva pela existência de um ou dois tipos de melaninas marrons é nos praticamente impossível atualmente. O fato é que na estrutura das penas dos canários existem duas formas de manifestação destas melaninas, uma no centro e outra nas bordas das penas, e que mesmo podendo bioquimicamente ser as mesmas, genética e estruturalmente se comportam de maneira diferente". Independentemente de qualquer tipo de controvérsia, essa teoria é a que melhor explica as manifestações melânicas dos canários.
O presente artigo tem como finalidade tentar colaborar para que possamos definir mais claramente os critérios de avaliação das melaninas dos canários de cor, com o apoio evidentemente da teoria atualmente aceita.
Quando nos referimos às melaninas de um canário de cor, devemos sempre dizer à qual ou qual das melaninas está nos referindo, mencionando os termos "eumelanina ou feomelanina" de maneira a que não pairem dúvidas sobre qual delas se fala.
Existe uma certa confusão quando nos referimos às melaninas marrons, pois como sabemos são duas e é absolutamente necessário quando se avalia, definir se falamos da eumelanina ou da feomelanina. Nos referirmos a uma delas apenas como "melanina marrom ou canela" é uma simplificação que deixa uma grande lacuna para interpretações e margem para que a indesejada subjetividade possa vira acontecer. Isso porque dependendo da cor em questão o padrão de excelência ou qualidade pode exigir, por exemplo, a presença de uma e ausência (ou presença reduzida) de outra e vice-versa.
Com relação aos melânicos clássicos os padrões deixam poucas dúvidas com relação a essas manifestações. Nos melânicos mutados, principalmente os opalinos e pastéis as definições dos padrões de qualidade ainda permitem algumas interpretações abrindo espaço para que o indesejável componente pessoal possa vir a se manifestar.
Na avaliação dos canários melânicos é necessário definirmos num primeiro instante quais as melaninas que se deseja estarem presentes e quais as que são indesejáveis, uma vez que os padrões de qualidade nas diversas cores podem exigir manifestações melânicas diametralmente opostas (p. ex. feos e acetinados).
Uma vez definidas quais as melaninas desejáveis nas diversas cores, devemos estabelecer critérios para a avaliação das mesmas.
Com a finalidade de sistematizar essa avaliação devemos proceder de maneira análoga à que é utilizada no manual OBJO para avaliação do lipocromo. A importância e complexidade das melaninas exigem que sua qualidade seja avaliada de maneira menos simplificada do que é feita atualmente.
As melaninas devem ser avaliadas levando-se em conta três fatores que definem sua qualidade e que são interdependentes, a saber: pureza, expressão e distribuição.
A pureza diz respeito à ausência de fatores secundários de diluição e dispersão permitindo que as melaninas desejáveis (que devem ser previamente definidas) se aproximem o máximo possível da cor referência.
A expressão por sua vez diz respeito ao teor quantitativo das melaninas desejáveis. É bom lembrar que os padrões podem exigir teores quantitativos diversos para as várias cores ( p. ex. um cobre deve apresentar máxima expressão de eumelanina negra, enquanto que um isabelino opalino deve apresentar mínima expressão da eumelanina marrom diluída e mutada - afetada pelo fator opalino -).
A distribuição diz respeito à área de ação das melaninas desejáveis, definindo o "padrão geográfico" da manifestação melânica, bem como definido o padrão de "envoltura" do exemplar.
Isso posto, podemos nos deparar com exemplares que possuam esses três fatores nas mais variadas gradações. Quando os avaliamos devemos nos perguntar em primeiro lugar quais as melaninas desejáveis (definidas pelo padrão de julgamento) e quais são as indesejáveis. O passo seguinte é avaliá-las levando em conta os três aspectos mencionados acima que são pureza, expressão e distribuição.
Um bom exemplo de como essa sistemática pode ajudar na avaliação das melaninas é o caso dos ágatas vermelho mosaico (conhecidos como "paulistinhas"). Ouve-se que tais canários, a despeito de sua indiscutível beleza, não seriam bons ágatas conforme define o Manual de Julgamento, pois teriam o desenho constituído por estrias muito largas quando comparados com o tipo tradicional.
À luz dos conceitos acima emitidos, podemos tentar entender melhor o que se passa com esses exemplares. Definimos primeiro que a melanina desejável é a eumelanina negra reduzida pelo fator conhecido como diluição, enquanto que a indesejável é a feomelanina. Com relação aos fatores que definem a qualidade
melânica temos que, em relação à pureza, tais exemplares via de regra possui sua eumelanina negra livre de agentes secundários de diluição ou dispersão, fazendo com que o efeito visual resultante seja um negro vivo e brilhante sem qualquer tendência para tonalidades foscas ou acinzentadas. Em relação à expressão, como tais exemplares apresentam ausência quase total de feomelanina indesejável, o negro vivo e brilhante pode se manifestar em toda sua plenitude. No tocante à distribuição, temos ainda uma envoltura excelente de ágata (auxiliada pela já referida ausência de feomelanina), onde a eumelanina envolvente se mantém praticamente restrita à sub-plumagem permitindo grande manifestação lipocrômica no seu estado quase puro. Ó desenho dorsal, geograficamente falando se apresenta com estrias mais largas do que seria desejável, e isso acontece principalmente por dois motivos: ausência de competição com a feomelanina que "espreme" o desenho dorsal, e o fato de se tratar de um canário mosaico. Sabemos que a estrutura e o formato das penas dos mosaicos dificulta muito o aparecimento de estrias finas no desenho dorsal (quando o padrão exige desenho dorsal com estrias largas, os canários mosaicos atingem essa exigência com muito mais facilidade pelo mesmo motivo - ver os cobres e canelas vermelho mosaico).
Esse tipo de avaliação pode e deve ser feita em todos os canários da linha escura e as considerações acima devem ser feitas. Os três fatores acima devem ser considerados e assim poderemos ver com mais clareza que a qualidade melânica de um exemplar depende da interação desses fatores e do peso relativo de cada um. Os isabelinos que se foram objeto de controvérsias devem ser avaliados à luz desses conceitos.
Concluindo, na avaliação dos canários da linha escura devemos proceder da seguinte maneira com relação às melaninas:
Definir, de acordo com os padrões de julgamento em vigor, quais são as melaninas desejáveis e quais são as indesejáveis.
Avaliar as melaninas desejáveis de acordo com seu grau de pureza, expressão e distribuição.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
COMO AVALIAR UM CANÁRIO
Como nem sempre todos os detalhes são possíveis de se encontrar em uma mesma ave, é oportuno avaliar-se conjuntamente as qualidades do casal que se pretende formar. Pode-se, assim, obter em ambos, complementarmente, os aspectos desejados, cujo conjunto certamente se manifestará na prole, por inteiro. A partir daí trabalha-se em função do padrão que se pretenda alcançar. Basicamente, tem-se como necessária, em um bom exemplar, as seguintes qualificações:
CABEÇA: deve ser arredondada, perfeitamente harmônica com o bico e o pescoço, os olhos bem centrais, devem ser redondos e transmitir vivacidade. BICO: este deve Ter a cor do canário (claro ou escuro), ser curto e largo em sua base. No aspecto da cor, exceção se abre, apenas, para os marfins, ágatas, canelas, pastéis e isabelinos. PESCOÇO: em forma de cilindro e curto, compondo em harmonia com o tórax e a cabeça. PEITO: largo e arredondado, combinando com o resto do corpo. DORSO: reto, em linha com o pescoço e a cauda. ASAS: perfiladas e aderentes ao corpo, sem entrecruzamento e sem exagero na cobertura da base da cauda. CAUDA: unida e em forma de "M", em linha reto com o dorso. PATAS: ausência de escamas e sem exposição de músculos, na cor do pássaros (linha clara ou escura). PLUMAGEM: sem falhas cromáticas, compacta, brilhante e sedosa, com pureza e intensidade de cor. TAMANHO: entre 13 e 15 centímetros, medidos da base do bico ao final da cauda. De resto, é recomendável saber-se algumas informações acerca da origem do pássaro e, se adulto, quanto ao seu desempenho como reprodutor, se já o foi.
sábado, 11 de julho de 2009
CONCURSOS

A preparação dos canários começa bem cedo, logo no final da primeira muda, já deve-se começar o trabalho de seleção e o preparo dessas aves. O ideal é que elas permaneçam pouco tempo nas voadeiras, devem logo serem tranferidas para gaiolas individuais, ou do tipo argentina com no máximo três indivíduos. Quando faltar três meses para o concurso, deve-se fazer a retirada das penas quebradas ou danificadas, para que novas penas as substituam.
Para os canários de porte, o trabalho deve ser redobrado, cada raça tem seu modo peculiar de apresentação. Eles devem ser treinados e preparados em gaiolas específicas para cada raça, com disposição certa dos poleiros. Uma boa dica é ler o manual de canários de porte editado pela FOB.
Promater

Promater apresenta uma fórmula completa e equilibrada composta por ingredientes como: beta-caroteno, ômegas 3, 6 e 9, ácido fólico, vitaminas E, Selênio, dentre outros nutrientes (vitaminas, aminoácidos, minerais)
Reunindo todos estes ingredientes em concentrações adequadas para a obtenção de um ótimo funcionamento do sistema reprodutivo como um todo, tanto em machos como em fêmeas de todas as espécies de pássaros.
Promater apresenta entre suas principais indicações:
• melhoria da qualidade espermática (motilidade, concentração, morfologia e vigor espermáticos);
• auxílio na reversão dos problemas reprodutivos relacionados às mais variadas causas;
• aumento do libido em machos e fêmeas;
• maior número de filhotes por postura.
Os nutrientes do Promater favorecem padrões ideais de liberações, concentrações e proporções de LH, FSH e outros hormônios no plasma, garantindo crescimento, maturação, ovulação e luteinização adequados dos folículos de Graaf.
Todos estes fatores destacam o grande auxílio que este produto levará à criação de pássaros tornando-a cada vez mais uma atividade viável.
Desde muito antes de seu lançamento, este é um produto que tem atraído a atenção de veterinários e criadores de pássaros gerando reportagens na mídia impressa e televisiva o comparando de maneira equívoca, no entanto proposital aos modernos produtos para melhoria da libido que fazem grande sucesso no mercado humano.
Promater foi idealizado a partir de sugestões de veterinários e pesquisadores, aliada a experiência e observação de pesquisas de produtos veterinários e humanos mais modernos no mundo direcionados para promover uma melhor performance reprodutiva em machos e fêmeas.
A Vetnil procurou incluir nessa formulação, nutrientes que vem sendo estudados e apresentados em Congressos de reprodução em todo o mundo com comprovada eficiência nos últimos 11 anos.
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Registro do Plantel
Qualquer bom criador, ou pelo menos dedicado, tem objetivos e sonhos, que passam por ter um bom aviário, bom plantel e o mais importante que este seja saudável e produtor de bons resultados.
Para que estes objetivos sejam atingidos, são necessários vários requisitos: dedicar muitas horas do seu tempo ao viveiro, investir algum dinheiro (em equipamentos, alimentos, vitaminas, mão-de-obra, ou em novas aves), muita dedicação, muita paixão, não olhar para o lado comercial, etc.
Mas muitas vezes seguindo estes requisitos e outros, observamos mesmo assim o insucesso.
Muitos criadores, ao colher os insucessos, contabilizam os prejuízos, e seguem ainda ano após ano, essa atividade inglória.
Quando são questionados, o argumento é de que a avicultura desportiva é mesmo assim, mais sujeita ao insucesso que a vitórias. Outros acabam mesmo por abandonar a atividade desiludidos e frustrados, culpando a sua má sorte ao “mau olhado do vizinho”, pois muitas vezes sentem-se enganados, pela sua pouca experiência não ser acompanhada da melhor forma pelos amigos.
Será que estes insucessos não passarão simplesmente por uma organização mais cuidadosa de seu plantel?
Penso que sim, pois se dedicamos muito do nosso tempo, se gastamos muito dinheiro, se temos boas aves e não lhes faltamos com nada; falta qualquer coisa que pode ser apenas, a simples organização escrita do plantel, ou seja os registros de tudo o que se passa durante todo o ano. Aí de certeza vamos encontrar as explicações para o insucesso ou comprovar o sucesso.
Os registros são importantíssimos, com eles saberemos ao pormenor as despesas, os rendimentos, as linhagens etc.
Muitas vezes, as aves deixam a postura, os ovos não eclodem, os filhotes morrem em idades diferentes e por motivos diferentes, não sabemos quem é filho de quem, que produtos usamos neste ou naquele pássaro etc.
Ficamos perdidos, tentamos várias soluções, sem encontrar a melhor, resolvemos mudar tudo ou mesmo trocar os progenitores. Nessa hora esquecemos os bons casais que temos e o quanto custaram a conseguir. Se houvesse registros confiáveis, com uma análise cuidada e racional poderia-se chegar a possível ou possíveis causas do insucesso ou problemas surgidos.
Mesmo assim encontramos muitos criadores que dizem ter casais a produzir 4/5 filhotes por ninhada. Mas se lhe perguntamos, qual a média de filhotes anual por casal ou do plantel, eles simplesmente não sabem ou atiram com qualquer número.
É possível que até tenham no plantel casais velhos ou doentes ou mesmo sofrendo de infertilidade, que há muito não põe um ovo sequer, e se põem não eclodem. E quantos casais existirão que produzem um ou dois filhotes por ninhada?
O que obtém o criador com um plantel assim?
-Financeiramente: prejuízo
-Emocionalmente: frustração
-Em relação aos outros criadores: sentimento de inferioridade, e atrasos devido ao sucesso dos companheiros.
Muitas vezes questionam-se: “porque é ele que consegue e eu não?”
OS REGISTROS
Falamos então dos registros, eles que são elemento fundamental para o sucesso nas criações, sendo feitos de maneira precisa. São eles que ajudam o criador a ter o registro correto da trilogia da saúde que levará ao sucesso: alimentação, patrimônio genético e todos os aspectos do ambiente que circundam os casais e filhotes. Sem anotações não se pode fundamentar qualquer decisão séria e racional.
Serão eles também que nos vão dar o registro preciso das descendências e linhagens. Os rendimentos por casal e do plantel. Em resumo, com os registros, teremos tudo gravado do que se passou durante a época.
AS DIFICULDADES
Por incrível que pareça, fazer o registro dum plantel, é uma atividade muito difícil e ignorada pelos criadores, tendo as seguintes razões ou causas básicas inter-relacionadas entre si:
-preguiça: descrédito (interrogando-se, se será mesmo uma atividade recompensadora)
-falta de material ou lugar para as anotações
-desconhecimento (para muitos a mais previsível)
Assim acontecendo, uma coisa reforça a outra, tornando o criador incapaz passando a vida a achar que isso não “paga o trabalho”. Não embarca nessa onda do progresso, porque não pode raciocinar sobre dados que não tem. Não pensa de maneira cientifica.
Aqueles que convencidos da importância do processo, dominam a preguiça, ultrapassam as barreiras, e passam a ter meio caminho andado para a eficiência na criação, e os resultados vão ser o testemunho do sucesso e a recompensa do esforço.
ONDE E O QUE REGISTRAR
Podemos utilizar apenas umas folhas de papel ou um simples caderno: hoje já existem programas informáticos para o efeito, aqui temos a melhor solução, mas não ao alcance de todos.
O melhor caminho é optar por um dos processos, mais simples de registrar e consultar.
O que devemos registrar? Essencialmente deve-se anotar os registros básicos numa criação, estes em traços gerais são: o casal, os filhotes, linhagens, esquemas de cruzamento, manejo sanitário, despesas com alimentação, equipamentos e outras, e pequenas notas de situações pontuais verificadas.
Cada criador elabora aquela ficha que mais lhe interessa, pois vários modelos existem.
Devem ser feitas todas as anotações no momento que ocorrem: a postura, os nascimentos, mortes (a causa provável), a troca de ovos e filhotes de pais, tratamentos individuais etc. Outros semanalmente ou mensalmente como aquisição de alimento ou equipamento, tratamentos coletivos, medida e cor dos ovos etc.
CONSULTA E TRABALHO COM OS REGISTROS
Em períodos que podem ser semanal, mensal, semestral ou mesmo anualmente, o criador pode fazer consultas com levantamentos de dados obtendo o balanço da situação.
Por essa altura alguns dados interessam sobremaneira:
-qual o número de filhotes desmamados?
-qual o número de filhotes nascidos?
-embriões mortos?
-número de ovos sem eclodir?
-qual a média de filhotes por casal?
-qual o número de casais sem produzir e quais?
-qual o consumo de alimento por ave?
-qual o custo de manutenção por casal?
-o custo por cada filhote?
-os resultados dos tratamentos?
Todos estes dados obtidos irão facilitar as análises que identificarão tendências, surpreenderão fatos até mesmo antes de acontecerem e teremos a satisfação do sucesso. Mas como importância maior, temos o aparecimento de respostas concretas para aquelas questões mais simples:
-a criação de aves está a correr bem ou não?
-a criação teve bons resultados ou maus?
-que modificações há a fazer?
-o que tem que ser melhorado?
Isto em linhas gerais é o que nos permite estabelecer os níveis mínimos de qualidade e produtividade que desejamos atingir na criação. Sem isto, ficamos a brincar ao “faz de conta”, a tendência de muitos que deve ser abolida para dar lugar ao criador moderno que tenha um crescente de qualidade no seu plantel ganhando competitividade no cenário ornitófilo nacional e mundial.
Espero com estas modestas linhas, ter pelo menos alertado os menos atentos e os mais preguiçosos, para a importância deste tema, fazendo com que se elevem os números de quantidade, qualidade e competitividade da ornitofilia portuguesa.
A todos um bom ano de criações que agora começa e para aqueles que vão participar no nosso mundial (que todos esperamos ser um sucesso, eu pelo menos tenho a certeza e sei que vai ser um orgulho para todos nós Portugueses), a maior sorte do mundo e que atinjam os objetivos pretendidos.
Até lá.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
FATOR VERMELHO
A história do canário vermelho é cheia de episódios e tentativas que remontam há quase um século. Têm-se notícias que as primeiras experiências datam de 1895. Porém, temos como pioneiro da canaricultura vermelha o alemão Bruno Materns, com a introdução do Tarim da Venezuela, por volta do ano de 1914. Ainda fazendo parte do principal grupo temos Dunker, Heniger, Balsen e Dhams. Na verdade, ainda não se conseguiu o verdadeiro canário vermelho em sua expressão máxima e muito dificilmente se conseguirá no futuro. Recorremos sempre à complementação alimentar e, dado estes recursos, a obtenção de um vermelho por outra forma que não a atual não mais vem sendo procurada. Salvo raras exceções com nosso Tico-Tico Rei na busca de um outro híbrido, que pudesse dar um outro vermelho à plumagem do canário, nenhuma outra experiência vem sendo tentada que se tenha notícia.
TEORIAS SOBRE O FATOR VERMELHO
Há duas teorias que explicam a assimilação do fator vermelho: uma química e outra genética.
QUÍMICA
No protoplasma da célula do canário encontram-se certos corpúsculos coloráveis do amarelo ao vermelho. Esta origem vem desde o canário ancestral. Porém, o canário não possui o catalisador que possibilita o metabolismo acelerar a reação bioquímica destes corpúsculos. O catalisador para o vermelho não é o mesmo para o amarelo. A plumagem sempre foi de lipocromo amarelo, até que ocorreu a mutação que inibiu esta cor no manto, dando origem ao canário branco, mas até hoje não surgiu mutação para o vermelho, embora saibamos que hajam dois pigmentos lipocromicos:
AMARELO VERMELHO
Sabemos também que distintos são catalisadores, para que a plumagem possa ser colorir de um ou de outro.
FATOR VERMELHO
Como foi introduzido este catalisador no canário? Pelo Tarim Vermelho da Venezuela (spinus cuculatos) O fator para o vermelho é livre e se comporta de forma independente de outros fatores.
GENÉTICA
A teoria genética quer demonstrar que o processo de transmissão do fator vermelho para o canário teve origem na propriedade que o Tarim tem de transferir, ao híbrido de primeira geração, um gameta com o gen que contém o fator vermelho, dando origem a um híbrido heterozigoto para o caráter considerado, ou seja, um gameta com o gen para o fator vermelho herdado do Tarim e outro gameta herdado da canária, sem o fator vermelho.
Na verdade, nem uma nem outra teoria pode ser comprovada na prática, nem a que é baseada exclusivamente nos princípios genéticos e muito menos aquela que atribui à questão um princípio puramente químico. Há certos fatores que um indivíduo quando o recebe não perde mais, a não ser por um processo de mutação. Neste caso encontramos os biocatalizadores. Por este motivo é que a união das duas teorias muito provavelmente deve ocorrer. O Tarim transmite o catalisador que faz acelerar o processo para colorir a plumagem do canário, em cuja célula já se encontra o pigmento vermelho. Não fora isto, os canários hoje em dia mais afastados, gerações várias da linha direta do Tarim não teriam mais a capacidade de absorção do carotenóide vermelho que se lhes administram. Podemos observar ainda, que mesmo uma descendência direta se não ajudamos com substâncias que contenham cantaxantina a progênie carece de uma cor vermelha pronunciada. Os canários de hoje continuam a colorir tão intensamente como há anos atrás, mesmo se retroagirmos duas décadas, embora lhes falte na plumagem um especial brilho que lhes dava com certos complementos alimentícios como cenoura ralada, pimentão, páprica, etc. Há, nas células dos animais, certas enzimas cuja função é acelerar a reação bioquímica. Sua ausência impediria esta reação ou esta se processaria de forma extremamente lenta. A estrutura química das enzimas é de natureza extraordinariamente complexa. Há certos pássaros que possuem a capacidade de sintetizar os pigmentos, não só vermelhos como também amarelos. O Tarim é um caso destes. Há porém uma infinidade deles. Estas aves têm a propriedade de sintetizar os alimentos ingeridos e que contenham caroteno, o produto final que lhes é depositado nas penas, ou seja cantaxantina para o vermelho e xantofila para o amarelo. O Tarim em estado selvagem se alimenta de substâncias ricas em carotenóides, que lhe permite a manutenção constante do vermelho vivo de sua plumagem. Quando em cativeiro, esta cor vai diminuindo de intensidade, a menos que se lhe dê o produto final, como fazemos com os canários. Seria possível entretanto mantê-lo na cor selvagem, se sua alimentação estivesse muito caroteno tais como cenoura, couve, pimentão, etc. Podemos ainda citar outros pássaros. O Tangará perde quase totalmente a coroa vermelha, o Corrupião perde o seu laranja forte, ficando em pouco tempo de cativeiro com cor amarela-clara. Dos produtos ricos em caroteno estes pássaros podem sintetizar por processos metabólicos a cantaxantina existente nos mesmos. Em canaricultura encontramos dois carotenóides de muita importância, especialmente no que concerne à plumagem, ambos quimicamente semelhantes:
Amarelo Beta Caroteno (C40 H56) produto final Xantofila
Vermelho Cantaxantine (C40 H52 02)
No atual estágio da canaricultura não fazemos nada, além de administrar ao canário o produto final: cantaxantina. Estamos incidindo em um grande erro. O processo genético mão pode e não deve ser descuidado, pois assim cada vez estamos nos afastando mais da linha direta do Tarim, que deu origem ao pigmento vermelho dos nossos canários, o que se constitui em um grande mal.
PARTICULARIDADE IMPORTANTE NA HIBRIDAÇÃO
Quando efetuar hibridação com Tarim, tenha sempre em vista o fim a que se destina o produto: linha clara ou linha escura. Se a sua criação for de linha clara, use o Tarim com uma fêmea vermelha da linha clara. Para linha escura use uma canária cobre. Ter sempre em vista que um F1 de linha clara não é um bom início para a linha escura, o que só fará retardar a obtenção de exemplares sem manchas. É de se considerar também que o Tarim deve ser usado com uma fêmea cobre quando se quer destinar os F1 para a linha escura e não com as fêmeas ágatas ou isabéis. Via de regra, o criador usa o Tarim para a linha escura, com a finalidade de obter bons cobres, sobretudo no início da hibridação.
O QUE É O CAROPHILL
Segundo os laboratórios Roche são carotenóides pigmentares, em formas estabilizadores, de qualidade uniforme, fáceis de assimilar, sem contra-indicações, com grande rendimento. Com base nestes carotenóides preparam-se três produtos adaptados às condições de emprego na alimentação das aves:
CAROPHILL RED possui 100 miligramas de cantaxantina por grama de produto, utilizado largamente na avicultura comercial para intensificar a coloração da gema dos ovos e também em canaricultura.
CAROPHILL YELLOW constituído por 100 miligramas de éster apocarotenóico por grama de produto, largamente utilizado na criação de frangos de corte para pigmentá-los de amarelo.
CAROPHILL ORANGE que vem a ser um complexo de mistura a base de 50% dos dois, carophill red e carophill yellow.
Até alguns anos atrás nós usávamos diretamente a cantaxantina para colorir os canários, hoje usamos 100 miligramas desta por grama do produto ministrado. A cantaxantina pura é bem mais roxa do que o carophill red e inegavelmente tem muito mais poder de coloração, sendo porém muito difícil hoje em dia a sua obtenção, sem contar o elevado preço que atinge o mercado. De três a cinco gramas eram então suficientes para serem adicionados a um quilo de ração. O Carophill, para se obter uma boa coloração, pode ser adicionado na base de 10 gramas por quilo de ração. O criador deve ter também o cuidado de adquirir, no início do processo, todo o carophill que for necessitar, inclusive de uma mesma caixa. O uso de tubos alternados comprados em épocas diferentes, provavelmente lhe trará amarga surpresa com manchas na coloração. Calcula-se o consumo. Coloca-se em uma folha de plástico todos os tubos adquiridos. Faz-se então uma perfeita homogeneização, para depois recolocar nos tubos. Ao efetuar a mistura com a ração, alimentar, usar preferentemente um quilo de ração usando sempre a mesma quantidade de carophill red, rigorosamente medida ou pesada. Esta é a forma mais certa de evitar manchas na plumagem. A época apropriada para iniciar o processo de coloração é de 60 dias após o nascimento. Há porém aqueles que dão carophill desde o ninho. Isto, muitas vezes, evita o trabalho desagradável de arrancar as pequenas penas de cobertura. Porém, a coloração de ninho nunca chega a atingir o mesmo grau de intensidade do que aquele após a primeira muda. Na Europa não é usado retirar as penas das asas e os pássaros são apresentados em concursos com estas na cor laranja que vem de ninho. Este é tipicamente um hábito do criador da América do Sul. Vimos que o carophill red é utilizado por criadores de galinhas para obterem ovos com a gema o mais vermelho possível. Este carophill, que vem através da gema, transmite em parte aos canários e sobretudo aos pássaros amarelos que vão muitas vezes tomando uma cor de dourado ou meio dourado, prejudicando a obtenção de bons pássaros com fator de refração. Na Europa, o carophill yellow é largamente utilizado nos pássaros, para a obtenção de pássaros dourados fortes, uso sobretudo corrente na canaricultura de porte.
sábado, 4 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Resultado do Nordestão 2009
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sábado, 27 de junho de 2009
A escolha dos casais

A Formação de um bom plantel não é coisa muito fácil.
Além de exigir um bom conhecimento das características ideais de cor ou raça que você preferir, é bom que você tenha em mente que acasalar com eficiência não é apenas juntar um macho e uma fêmea. È muito mais do que isso. È conhecer geneticamente os reprodutores, é equilibrar as características fenótipicas do casal, saber as cores que podem ser acasaladas entre si, etc.
Entretanto, só a união da teoria com a prática, é que você conseguirá êxito.
Confie esta escolha, inicialmente, a seu orientador.
Nunca esqueça de observar o resultado (filhotes) de cada acasalamento. Veja o que aconteceu! Isto fará parte do seu aprendizado.
Com certeza, mesmo bem orientado, e com bom investimento você levará perto de 3 anos para conseguir dominar geneticamente os reprodutores e produzir bons filhotes para concurso.
Nesta seleção de reprodutores você venderá seus filhotes tecnicamente mais fracos (e mesmo alguns de bom nível), por um preço bem inferior a aquele que você pagou pelos reprodutores, isto é normal enquanto seu nome não constar no painel de vencedores.
Lembre-se que no segundo ano de criação, seus reprodutores já serão, em boa parte, de sua própria produção e, portanto, serão de custo bem mais baixo.
Entretanto, o aprimoramento técnico do plantel exigirá que alguns “cabeças de plantel” sejam adquiridos pelo menos nos primeiros anos.
Cuidando dos Reprodutores

Por essa razão voltamos a destaca-las e, quem sabe, com a sua aplicação, muitos criadores possam substituir o desânimo comum da época da muda de penas pela satisfação em acompanhar o desenvolvimento sadio do seu plantel.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Afinal, qual é a melhor mistura de sementes?

Arquivo editado em 09/09/2001
O que se observa é que a maior parte das opiniões são de “achismos” (não está no dicionário). Eu acho isso, fulano acha aquilo... etc. Embasamento científico que é bom ..., nada.
O objetivo deste artigo, não é dar aos pássaros (farinhada maçã, jiló, banana, chicória... etc.). Nossa meta é dar ao criador ferramentas que lhe permitam formular uma mistura ideal de sementes. Para prepararmos essa mistura, temos, antes de mais nada, conhecer a composição das sementes que a compõem, a composição da farinhada; outros alimentos fornecidos aos pássaros e finalmente as necessidades das aves.
Por último, temos que levar em conta as quantidades máximas de certas sementes e alimentos que a partir de certos limites, não são tolerados por nossos pássaros (contém princípios tóxicos) Ex. linhaça, clara de ovo sem cocção... etc.
O primeiro dado, composição das sementes, podemos extrair da TABELA I, apresentada a seguir:
Composição percentual média
(Sementes com casca)
| SEMENTES | U | PB | G | EN | F | C |
| Alpiste |
8,7
|
16,6
|
6,4
|
49,0
|
11,6
|
5,9
|
| Colza |
8,0
|
19,8
|
45,0
|
18,0
|
5,9
|
6,8
|
| Níger |
5,0
|
23,0
|
38,0
|
13,0
|
16,0
|
5,0
|
| Nabão |
6,0
|
20,7
|
40,2
|
5,7
|
7,5
|
7,0
|
| Linhaça |
7,1
|
24,2
|
36,5
|
22,9
|
5,5
|
3,8
|
| Aveis Descascada |
8,5
|
11,3
|
8,7
|
68,4
|
1,5
|
1,6
|
| Perilla |
5,3
|
22,6
|
43,2
|
10,6
|
14,0
|
14,0
|
| Painço |
12,0
|
9,6
|
5,2
|
58,8
|
10,0
|
-
|
| Alface |
7,0
|
20,4
|
39,0
|
19,0
|
9,0
|
5,5
|
| Papoula Azul |
9,0
|
19,0
|
45,0
|
18,0
|
-
|
-
|
| Canhamo |
8,9
|
18,2
|
32,6
|
21,8
|
15,7
|
9,3
|
150 gramas de colza
150 gramas de níger
Dividir o peso de cada tipo de semente pelo peso total da mistura (1.300 g) para encontrar o percentual de cada uma em relação ao volume. Assim temos:
Alpiste – 76,92
Colza – 11,53
Níger – 11,53
Devemos construir o quadro que denominamos de TABELA II e lançar na coluna 1 o percentual de cada semente que compõe a mistura.
Devemos transferir da TABELA I os valores de PB, G e EM das sementes que compõe a mistura e lança-los nas colunas 2, 4 e 6 respectivamente.
Multiplicar o % de cada semente (col. 1) pelo % col. 2) para se obter a Proteína Bruta na mistura.
Somar os valores da colunas 3 (% proteína bruta na mistura), 5 (percentagem de gordura na mistura) e 7 (açucares na mistura) para determinar os teores de: proteína=7,67, gordura=14,46 e hidratos de carbono=40,20 da mistura analisada
| Sementes | % total | % PB | PB mistura | % Gordura | % G mistura | % EN |
Açucares mistura
|
| Alpiste |
77,0%
|
16,6
|
12,78
|
6,4
|
4,92
|
49,0
|
37,73
|
| Colza |
11,5%
|
19,6
|
2,25
|
45,0
|
5,17
|
18,0
|
2,07
|
| Níger |
11,5%
|
23,0
|
2,64
|
38,0
|
4,37
|
13,0
|
1,50
|
| Totais |
100%
| |
17,67
| |
14,46
| |
40,30
|
Neste caso devemos aumentar a quantidade de alpiste ou utilizar uma farinhada com baixíssimo teor de gordura.
O último aspecto que devemos levar em consideração é sabermos os limites máximos e mínimos das necessidades nutricionais de nossos canários.
| Limite máximo | Limite mínimo | |
| Proteínas |
24%
|
12%
|
| Gorduras |
13%
|
3%
|
| Açucares |
60%
|
30%
|
| Fibras |
9%
|
3%
|
Tanto as gorduras como os açucares fornecem a energia necessária ao organismo, sendo a restante armazenada em forma de gordura corporal.
Com 55% de hidratos de carbono (açucares) e + ou – 7% de gordura, se obtém energia suficiente, inclusive para recuperação de animais, débeis, desde que os demais componentes estejam em equilíbrio.
Não devemos esquecer que cada grama de gordura tem 2,5 vezes mais energia que uma grama de açucares.
Para finalizar gostaríamos de alertar que não adiantará absolutamente nada fazer estas contas se o criador não fornece as sementes adequadamente.
Vejamos no nosso exemplo: dos 100% da mistura, a níger e a colza participam com 11,5% x 2=23%. Já o comedouro da gaiola de cria comporta + ou – 50 gr de mistura. Desde que sejam bem misturadas podemos afirmar que no comedouro de 50 g. tem 11,5 gramas de colza níger. Como o passarinho come por dia + ou – 4 gramas de sementes ele pode escolher somente níger e a colza e daí, o balanceamento foi para o espaço!
O que devemos fazer é colocar pouca quantidade de mistura no comedouro, isto é, o necessário para ser consumido num dia e só reabastecer quando o pássaro houver comido tudo.
