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domingo, 28 de junho de 2009
Resultado do Nordestão 2009
sábado, 27 de junho de 2009
A escolha dos casais

A Formação de um bom plantel não é coisa muito fácil.
Além de exigir um bom conhecimento das características ideais de cor ou raça que você preferir, é bom que você tenha em mente que acasalar com eficiência não é apenas juntar um macho e uma fêmea. È muito mais do que isso. È conhecer geneticamente os reprodutores, é equilibrar as características fenótipicas do casal, saber as cores que podem ser acasaladas entre si, etc.
Entretanto, só a união da teoria com a prática, é que você conseguirá êxito.
Confie esta escolha, inicialmente, a seu orientador.
Nunca esqueça de observar o resultado (filhotes) de cada acasalamento. Veja o que aconteceu! Isto fará parte do seu aprendizado.
Com certeza, mesmo bem orientado, e com bom investimento você levará perto de 3 anos para conseguir dominar geneticamente os reprodutores e produzir bons filhotes para concurso.
Nesta seleção de reprodutores você venderá seus filhotes tecnicamente mais fracos (e mesmo alguns de bom nível), por um preço bem inferior a aquele que você pagou pelos reprodutores, isto é normal enquanto seu nome não constar no painel de vencedores.
Lembre-se que no segundo ano de criação, seus reprodutores já serão, em boa parte, de sua própria produção e, portanto, serão de custo bem mais baixo.
Entretanto, o aprimoramento técnico do plantel exigirá que alguns “cabeças de plantel” sejam adquiridos pelo menos nos primeiros anos.
Cuidando dos Reprodutores

Por essa razão voltamos a destaca-las e, quem sabe, com a sua aplicação, muitos criadores possam substituir o desânimo comum da época da muda de penas pela satisfação em acompanhar o desenvolvimento sadio do seu plantel.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Afinal, qual é a melhor mistura de sementes?

Arquivo editado em 09/09/2001
O que se observa é que a maior parte das opiniões são de “achismos” (não está no dicionário). Eu acho isso, fulano acha aquilo... etc. Embasamento científico que é bom ..., nada.
O objetivo deste artigo, não é dar aos pássaros (farinhada maçã, jiló, banana, chicória... etc.). Nossa meta é dar ao criador ferramentas que lhe permitam formular uma mistura ideal de sementes. Para prepararmos essa mistura, temos, antes de mais nada, conhecer a composição das sementes que a compõem, a composição da farinhada; outros alimentos fornecidos aos pássaros e finalmente as necessidades das aves.
Por último, temos que levar em conta as quantidades máximas de certas sementes e alimentos que a partir de certos limites, não são tolerados por nossos pássaros (contém princípios tóxicos) Ex. linhaça, clara de ovo sem cocção... etc.
O primeiro dado, composição das sementes, podemos extrair da TABELA I, apresentada a seguir:
Composição percentual média
(Sementes com casca)
SEMENTES | U | PB | G | EN | F | C |
Alpiste |
8,7
|
16,6
|
6,4
|
49,0
|
11,6
|
5,9
|
Colza |
8,0
|
19,8
|
45,0
|
18,0
|
5,9
|
6,8
|
Níger |
5,0
|
23,0
|
38,0
|
13,0
|
16,0
|
5,0
|
Nabão |
6,0
|
20,7
|
40,2
|
5,7
|
7,5
|
7,0
|
Linhaça |
7,1
|
24,2
|
36,5
|
22,9
|
5,5
|
3,8
|
Aveis Descascada |
8,5
|
11,3
|
8,7
|
68,4
|
1,5
|
1,6
|
Perilla |
5,3
|
22,6
|
43,2
|
10,6
|
14,0
|
14,0
|
Painço |
12,0
|
9,6
|
5,2
|
58,8
|
10,0
|
-
|
Alface |
7,0
|
20,4
|
39,0
|
19,0
|
9,0
|
5,5
|
Papoula Azul |
9,0
|
19,0
|
45,0
|
18,0
|
-
|
-
|
Canhamo |
8,9
|
18,2
|
32,6
|
21,8
|
15,7
|
9,3
|
150 gramas de colza
150 gramas de níger
Dividir o peso de cada tipo de semente pelo peso total da mistura (1.300 g) para encontrar o percentual de cada uma em relação ao volume. Assim temos:
Alpiste – 76,92
Colza – 11,53
Níger – 11,53
Devemos construir o quadro que denominamos de TABELA II e lançar na coluna 1 o percentual de cada semente que compõe a mistura.
Devemos transferir da TABELA I os valores de PB, G e EM das sementes que compõe a mistura e lança-los nas colunas 2, 4 e 6 respectivamente.
Multiplicar o % de cada semente (col. 1) pelo % col. 2) para se obter a Proteína Bruta na mistura.
Somar os valores da colunas 3 (% proteína bruta na mistura), 5 (percentagem de gordura na mistura) e 7 (açucares na mistura) para determinar os teores de: proteína=7,67, gordura=14,46 e hidratos de carbono=40,20 da mistura analisada
Sementes | % total | % PB | PB mistura | % Gordura | % G mistura | % EN |
Açucares mistura
|
Alpiste |
77,0%
|
16,6
|
12,78
|
6,4
|
4,92
|
49,0
|
37,73
|
Colza |
11,5%
|
19,6
|
2,25
|
45,0
|
5,17
|
18,0
|
2,07
|
Níger |
11,5%
|
23,0
|
2,64
|
38,0
|
4,37
|
13,0
|
1,50
|
Totais |
100%
| |
17,67
| |
14,46
| |
40,30
|
Neste caso devemos aumentar a quantidade de alpiste ou utilizar uma farinhada com baixíssimo teor de gordura.
O último aspecto que devemos levar em consideração é sabermos os limites máximos e mínimos das necessidades nutricionais de nossos canários.
Limite máximo | Limite mínimo | |
Proteínas |
24%
|
12%
|
Gorduras |
13%
|
3%
|
Açucares |
60%
|
30%
|
Fibras |
9%
|
3%
|
Tanto as gorduras como os açucares fornecem a energia necessária ao organismo, sendo a restante armazenada em forma de gordura corporal.
Com 55% de hidratos de carbono (açucares) e + ou – 7% de gordura, se obtém energia suficiente, inclusive para recuperação de animais, débeis, desde que os demais componentes estejam em equilíbrio.
Não devemos esquecer que cada grama de gordura tem 2,5 vezes mais energia que uma grama de açucares.
Para finalizar gostaríamos de alertar que não adiantará absolutamente nada fazer estas contas se o criador não fornece as sementes adequadamente.
Vejamos no nosso exemplo: dos 100% da mistura, a níger e a colza participam com 11,5% x 2=23%. Já o comedouro da gaiola de cria comporta + ou – 50 gr de mistura. Desde que sejam bem misturadas podemos afirmar que no comedouro de 50 g. tem 11,5 gramas de colza níger. Como o passarinho come por dia + ou – 4 gramas de sementes ele pode escolher somente níger e a colza e daí, o balanceamento foi para o espaço!
O que devemos fazer é colocar pouca quantidade de mistura no comedouro, isto é, o necessário para ser consumido num dia e só reabastecer quando o pássaro houver comido tudo.
VOCÊ GOSTARIA DE SER JUIZ ORNITOLÓGICO?

Por Álvaro Blasina
A atividade de Juiz Ornitológico, representa uma tarefa no mínimo ambígua pelos prazeres e renuncias que ela implica. De um lado da balança, encontramos inúmeras satisfações. A confraternização e novos amigos conquistados, a incrível oportunidade de apreciar o que de melhor os criadores conseguiram produzir no ano, e a satisfação da missão cumprida no aporte pessoal para o desenvolvimento da nossa ornitologia. Do outro lado da balança, o juiz deve passar primeiro por uma prova exigente, para depois, quando da época das exposições renunciar honorariamente à família, trabalho e lazer , encarar viagens cansativas num país de dimensões continentais, dormir em lugares nem sempre apropriados e comer comidas nem sempre muito apetitosas e balanceadas.
Resulta inegável que de qualquer forma, sempre o balanço final é altamente positivo e gratificante sendo que os casos de fabulosa hospitalidade com que somos recebidos, são felizmente ampla maioria.
A responsabilidade de avaliar os exemplares de um concurso é muito grande, pois todos sabemos o quanto os nossos canários representam, a paixão com que eles são criados e a expectativa que toma conta de todos os criadores na hora em que os seus canários vão na mesa. Estamos, no ato de julgar, avaliando um ano inteiro de trabalho dos criadores e um ato falho da nossa parte pode ter como conseqüência a decepção e perda de estímulo de um criador de qualidade.
Nos últimos anos, temos cumprido a tarefa tão ingrata quanto necessária de coordenar as provas para Juiz Ornitológico para Canários de Cor e é várias perguntas tem surgido sobre alguns aspectos do exame.
Pretendemos neste artigo deixar claro tudo sobre essa prova que embora não tenha mudado em nada de sua essência ao longo dos anos, pode apresentar algumas dúvidas para aqueles que pretendem um dia prestar os seus serviços à Ornitologia.
Da inscrição
O candidato à juiz deve pertencer à algum clube ornitológico filiado à FOB. Ele deve, dentro dos prazos estabelecidos, efetuar a sua inscrição, apresentando uma carta do seu clube e pagando a taxa correspondente.
Das exigências
Uma vez aceita a inscrição pela OBJO (e devidamente notificado), o candidato deve, até a realização da prova, acompanhar um mínimo de 3 julgamentos oficiais do segmento que pretende fazer, e enviar à OBJO um relatório sobre cada julgamento que tenha acompanhado. Os juizes oficias OBJO que tiverem atuado nos referidos julgamentos, enviarão à OBJO por sua vez, seus relatórios comentando a atuação dos candidatos a juiz, no que refere aos seus conhecimentos técnicos, comportamento, etc.
A comissão julgadora
É composta por um presidente e 2 ou 3 assessores. Esta comissão tem como missão elaborar e corrigir a prova. Todas as respostas são examinadas pela totalidade da comissão examinadora e as notas dadas por unanimidade.
A prova
A prova para juiz de canários de cor da OBJO consiste de 3 partes fundamentais:
1. Prova teórica
2. Prova prática de reconhecimento
3. Prova prática de julgamento
Prova teórica
Consiste de um questionário de 30 perguntas. As perguntas formuladas são rigorosamente sobre temas publicados no Manual de Julgamento da OBJO, amplamente difundido e ao alcance de todos.
Para ser aprovado e passar às provas práticas, o candidato deve responder corretamente um mínimo de 70% das perguntas formuladas.
Prova prática de reconhecimento
Consiste em reconhecer a cor de 30 canários. Todos os canários colocados para reconhecimento, são canários expostos no Campeonato Brasileiro e premiados pelas mesas julgadoras, de forma a evitar qualquer dúvida com cores eventualmente atípicas.
Esta etapa da prova é considerada de vital importância pois parece obvio que o juiz que irá exercer deva reconhecer com segurança as cores a serem julgadas.
Prova prática de julgamento
Nada mais é do que efetuar o julgamento na sua integridade da mesma maneira como ele é realizado em qualquer concurso. Desta forma, o candidato deverá analisar todos os canários presentes na mesa, identificar se existe algum exemplar mal classificado ( cor diferente da exposta na mesa), defeitos desclassificatórios, escolher os 5 melhores exemplares, colocar os mesmos em ordem, classificar e finalmente pontuar o primeiro colocado utilizando o formulário de julgamento impresso pela OBJO.
Dicas para se preparar para a prova.
Por várias vezes foi cogitada a idéia de efetuar um curso para juiz mas esta idéia resulta muito difícil de se colocar em prática considerando a extensão do nosso pais e a dificuldade e custo elevadíssimo de deslocamento.
Podemos afirmar que na realidade, todo o material para a prova teórica encontra-se no Manual de Julgamento. A prova prática requer efetivamente aptidões naturais do candidato e um treino apurado no que refere à visualização das aves e sua avaliação. Para isto recomendamos simplesmente que o candidato veja o maio número possível de pássaros sempre com olhos críticos, procurando analisar tudo que ele consegue apreciar não importando se os canários que ele está vendo são de qualidade ou não.
Certamente, quantas mais aves o candidato tiver visto, ele terá mais chances de aprovação.
Consulte, pergunte, use dos juizes que você tiver na sua região ou nos julgamentos que estiver acompanhando.
Na hora da prova, a nossa experiência nos diz que os nervos são sem dúvidas um dos grandes inimigos do próprio candidato. Tente manter a calma e faça a sua prova com a maior naturalidade possível. Entenda que a nossa responsabilidade é muito grande no sentido de que os juizes aprovados deverão estar em condições de julgar sozinhos qualquer exposição com um alto grau de segurança e acertos.
O fato de se apresentar a uma prova, já representa um ato de coragem. Considero que todo candidato a juiz, pelo simples fato de prestar exame, já está dando provas da sua coragem e interesse em servir à ornitologia. Nós valorizamos e muito esta atitude e torcemos sinceramente para o êxito de todos.
Boa sorte!!!!
retirado do site: www.blasina.com.br
domingo, 21 de junho de 2009
Evolução da Canaricultura Nordestina - Luiz Gonzaga Brito

Retirado da Revista da SOS de 2004.
Há não mais do que seis anos atrás muito pouco conhecíamos sobre que estado se encontrava a canaricultura da nossa região. Recordo de uma exposição que fui a Maceió e que salvo, engano, era o reinicio daquele tipo de evento naquela cidade pois já havia alguns anos não se fazia mas nenhuma competição de canários na terra dos marechais e em especial na bela Maceió. Recordo também que naquela oportunidade se encontravam lá naquele evento, alguns canaricultores de Natal, com os que passei todo aquele dia a conversar sobre canários. No ano seguinte fui novamente a Maceió e posteriormente estive nas exposições de Natal e João Pessoa e, a exemplo de Maceió, e a exemplo de Maceió tive a oportunidade de conhecer todo o trabalho ali desenvolvido em prol da preservação desses belos pássaros. O conhecimento obtido nessas viagens, somado ao conhecimento já obtido aqui em Pernambuco, resultou na criação de uma competição de Âmbito regional que teve como objetivos principais conhecer o potencial genético de cada Estado, fortalecer o intercâmbio com os nossos co-irmãos e, principalmente promover a eliminação, de forma gradativa, da dependência de outros centros fora da nossa região.
Entre o Planejado e o executado foi um pulo, tudo graças ao apoio maciço de todos os criadores de todo o Nordeste. Hoje, às portas de realização do 4º Nordestão é impressionante a dimensão que esse evento tomou despertando o interesse de todos da região e também de fora dela. E o que é mais importante, em função direta da competição, obtivemos, em curto espaço de tempo, o despertar da canaricultura nordestina, com avanços expressivos e significativos em todos os sentidos. Como já disse o nosso grande amigo Orlando Henriques “O Nordestão é, hoje, uma realidade. No seu quarto ano de realização ele já guarda uma enorme distância do primeiro”. Assim como Orlando Henriques, estamos convictos que todos os que participaram do 3º Nordestão lá em Lauro de Freitas na Bahia, tem o mesmo sentimento que certamente será renovado daqui a alguns dias, aqui em Recife, onde a nossa expectativa aponta para novo recorde de pássaros expostos, criadores (expositores e presentes) e melhor qualidade dos animais.