domingo, 21 de junho de 2009

Evolução da Canaricultura Nordestina - Luiz Gonzaga Brito


Luiz Gonzaga de Brito
Retirado da Revista da SOS de 2004.






Há não mais do que seis anos atrás muito pouco conhecíamos sobre que estado se encontrava a canaricultura da nossa região. Recordo de uma exposição que fui a Maceió e que salvo, engano, era o reinicio daquele tipo de evento naquela cidade pois já havia alguns anos não se fazia mas nenhuma competição de canários na terra dos marechais e em especial na bela Maceió. Recordo também que naquela oportunidade se encontravam lá naquele evento, alguns canaricultores de Natal, com os que passei todo aquele dia a conversar sobre canários. No ano seguinte fui novamente a Maceió e posteriormente estive nas exposições de Natal e João Pessoa e, a exemplo de Maceió, e a exemplo de Maceió tive a oportunidade de conhecer todo o trabalho ali desenvolvido em prol da preservação desses belos pássaros. O conhecimento obtido nessas viagens, somado ao conhecimento já obtido aqui em Pernambuco, resultou na criação de uma competição de Âmbito regional que teve como objetivos principais conhecer o potencial genético de cada Estado, fortalecer o intercâmbio com os nossos co-irmãos e, principalmente promover a eliminação, de forma gradativa, da dependência de outros centros fora da nossa região.
Entre o Planejado e o executado foi um pulo, tudo graças ao apoio maciço de todos os criadores de todo o Nordeste. Hoje, às portas de realização do 4º Nordestão é impressionante a dimensão que esse evento tomou despertando o interesse de todos da região e também de fora dela. E o que é mais importante, em função direta da competição, obtivemos, em curto espaço de tempo, o despertar da canaricultura nordestina, com avanços expressivos e significativos em todos os sentidos. Como já disse o nosso grande amigo Orlando Henriques “O Nordestão é, hoje, uma realidade. No seu quarto ano de realização ele já guarda uma enorme distância do primeiro”. Assim como Orlando Henriques, estamos convictos que todos os que participaram do 3º Nordestão lá em Lauro de Freitas na Bahia, tem o mesmo sentimento que certamente será renovado daqui a alguns dias, aqui em Recife, onde a nossa expectativa aponta para novo recorde de pássaros expostos, criadores (expositores e presentes) e melhor qualidade dos animais.

Finalmente, agradecemos ao amigo Antonio Carlos que nos honrou com a oportunidade do presente relato e há quem muito admiro pelo ser humano que é e pela sua grande contribuição em prol da evolução da canaricultura nordestina, notadamente, da Sociedade Ornitológica de Salvador – SOS.

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